terça-feira, 10 de julho de 2007

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The spinning top made a sound like a train across the valley

Fading, oh so quiet, but constant 'til it passed

Over the ridge into the distances, written on your ticket

To remind you where to stop

And when to get off . . .
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . ........... Kings of Convenience
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Vale a pena ver

castelos no mar alto
Vale a pena dar o salto
pra dentro do barco
rumo à maravilha
e pé ante pé desembarcar na ilha
Pássaros com cores que nunca vi
que o arco-íris queria para si
eu vi
o que quis ver afinal

Vale a pena ver
o mundo aqui do alto
vale a pena dar o salto
Daqui vê-se tudo
às mil maravilhas
na terra as montanhas e o mar as ilhas
Queremos ir à lua mas voltar
convém dar a curva
sem se derrapar
na avenida do luar


Sérgio Godinho

O mal de se chegar ao ponto mais alto é que não há mais por onde subir..e ficamos ali parados, a olhar pra baixo, tristes e cabisbaixos…

Não consigo entender porque tudo o que é bom se acaba… e não, não adianta dizerem-me que essa dúvida permanecerá sempre até ao fim dos meus dias. É certo que há capítulos que obrigatoriamente têm de ser encerrados para que outros possam ser abertos… Mas… mas...
E pensar que não considerava a maior parte de vocês como AMIGOS… aqueles amigos… que são inseridos nessa categoria porque assim nos foi imposto desde que nascemos e porque ainda não inventaram outra que dê direito a mais que melhores amigos, mais que irmãos, mais que tudo e sem os quais a vida, aí sim, se tornaria um grande vazio... Mas bolas! Vocês foram os meus grandes companheiros…se passeava por ruas que nada me diziam sem a tristeza me inundar a alma por não gostar de pisar aquele lugar, é porque com vocês valia a pena… Haveria tanto pra contar... mil e uma maneiras para vos mostrar o quanto me sinto grata… Acho que vou cingir esses momentos ao pensamento, no cantinho das memórias… à espera que mais histórias aí se possam juntar… Não, não foi a última das vezes... foi a primeira de muitas… (pelo menos assim o espero).


And I never thought I'd feel this way
And as far as I'm concerned

I'm glad I got the chance to say

That I do believe I love you


And if I should ever go away
Well then close your eyes and try

To feel the way we do today
And then if you can remember ...


Keep smiling, keep shining

Knowing you can always count on me, for sure
That's what friends are for

For good times and bad times

I'll be on your side forever more

That's what friends are for

Dionne Warwick


(Tu, T. que querias um dia vir aqui p’ra ver o q teria eu escrito sobre nós, certamente estarias à espera de palavras soberbas e majestosas em nosso/vosso louvor… mas, e como Jorge Amado um dia o disse: “há sentimentos que são tamanhos a ponto de não caber nas palavras” =] )

domingo, 8 de julho de 2007

Apontamento

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Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar

Parto rumo à Primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz
Hoje o mar sou eu

Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei nem nada
Do que em mim tocou

Eu vi,mas não agarrei
Eu vi,mas não agarrei . . .



sexta-feira, 6 de julho de 2007



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É pena quase não poder ficar
És quente quando a luz te traz
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Quase te vi amor
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Quase nasci sem ti
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Quase morri
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Dentro de mim
Ficas dentro de mim
Por dentro de mim
Estás dentro de mim . . .
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quarta-feira, 4 de julho de 2007

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I miss the last bus, I take the next train
I try but you see it's hard to explain
I say the right things but act the wrong way
I like it right here but I cannot stay.
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PORQUÊ?
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terça-feira, 3 de julho de 2007

Ás vezes ODEIO-TE mesmo!


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Had you there in the palm of my hand.
I watched you laugh when you walked out through door,
Couldn't save you from yourself.
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So I went out,
to find out what I was looking for.
Found the key,
key to our door.
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It's all of your lies.
Still I can't forget.
Don't do this to me again.
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domingo, 1 de julho de 2007

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Porque já há muito que não ouvia isto na noite...




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sábado, 30 de junho de 2007

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" Sentado no meu quarto
Trancado em mim mesmo
Fechado em pensamentos
Viciado em procuras
Sonhando com sonhos
Derramando lágrimas
Caído em mim mesmo
Pensando em precipícios
Lutando contra a depressão
Viciado em solidão
Buscando buscar o além
Lutando contra o vazio
Viciado em alguém.. "
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Já dizia Flaubert: Cuidado com a tristeza. Ela é um vício. Mas, quem diz que possuir vícios é sempre mau? Ora vejamos um breve elogio ao vício:
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"Admiro os viciados. Num mundo em que está toda a gente à espera de uma catástrofe total e aleatória ou de uma doença súbita qualquer, o viciado tem o conforto de saber aquilo que quase de certeza estará à sua espera ao virar da esquina. Adquiriu algum controlo sobre o seu destino final e o vício faz com que a causa da sua morte não seja uma completa surpresa. De certo modo, ser um viciado é uma coisa bastante proactivista. Um bom vício retira à morte a suposição. Existe mesmo uma coisa que é planear a tua fuga."
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Chuck Palahniuk, in 'Asfixia'
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Porque esta música é linda e continuo a não me cansar de a ouvir:
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Eleanor put those boots back on
Kick the heels into the Brooklyn dirt
I know it isn't dignified to run
But if you run you can run to the Coney Island roller coaster
Ride to the highest point
And leap across the filthy water
Leap until the gulf streams brought you down
I could be there when you land
I could be there when you land
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So Eleanor take a green point three point
And turn towards the hidden sun
You know you are so elegant when you run
Oh if you run
You can run to the statue with the dictionary
Climb to her fingernails and leap
Yeah, take an atmospheric
Leap and let the jet stream set you down
I could be there when you land
I could be there when you land
I could be there when you land
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So Eleanor put those boots back on
Put the boots back on and run
Come on over here
Come on over here
Come on over here
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By: Franz Ferdinand
Álbum: You Could Have It So Much Better (2005)

( http://youtube.com/watch?v=4dKEyNhmqYM )
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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Cara Valente

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.Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mau-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas, veja só
A gente sabe
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Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter protecção
Foi-se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai,
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Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior.
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas...
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sexta-feira, 22 de junho de 2007

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( Queria poder dizer-te tudo... )
...
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quarta-feira, 20 de junho de 2007

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Não. Não conseguiria dormir descansada sem deixar aqui algo (minimamente) digno de ler (pelo menos diferente do q escrevi ha pouco)..ora cá vai:
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“A que velocidade bate o coração quando a palavra é
interpretada?
Bate muito para lá do razoável. Chega a ser sofrimento. É muito bom quando a dádiva regressa sob essa forma de um certo… irreversível. Qualquer coisa se alterou. Há um universo que passa a existir a partir dali. (…) Acho que as nossas doenças (do ocidente) passam por não integrarmos personagens. Tudo começa mal no ‘conhece-te a ti mesmo’. Há aí um singular muito problemático.Nós não somos os mesmos entre um minuto e o outro, ou entre o dormir e o acordar. Mas todos nos querem obrigar à redução…”
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Pedro Eiras,
(docente e investigador na área de Literatura Portuguesa Contemporânea na FLUP).
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E há tanta verdade nisto.. não me obriguem, por favor, a permanecer constante… ou melhor, não se obriguem a querer ver em mim uma constante permanente..sou o que sou, não sou o que fui, nem serei com certeza o que serei quando deixar de ser o que sou, e já fui, entre o minuto que era o que não era quando fui o que era, quando era o que sou…MAU!!! Não volto a escrever aqui co copito =/( Porque é que a maior parte das vezes dependemos dos outros no que toca a horas de ir pra casa?!)
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[ESQUEÇAM ISTO…NADA DISTO CORRESPONDE AO QUE SEREI AMANHA..OU AO QUE SOU AGORA, AGORA QUE ME ENCONTRO A ESCREVER ISTO..!]
Até amanhã…
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Instant Pleasure

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“I don’t want somebody to love me
Just give me sex whenever I want it…
‘Cause all I ask for is Instant pleasure…
instant pleasure… instant
pleeeaaassuuuurrreeee…!”
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E não páro de cantar isto!!! C’um camandro… sinto-me um vulcão em erupção… ai ai, se calhar vim cedo demais p’ra casa =]
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(isto de passar três semanas sem parar de olhar pra um pc e não cuidar de outras coisas é no q dá)… enfins..será melhor dormir portanto…Hasta!
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terça-feira, 19 de junho de 2007

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"Por ti morro
e ninguém sabe
mas eu espero
o teu corpo que sabe
a madrugada
o teu corpo que sabe
a desespero
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ó minha amarga amêndoa
desejada."
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Ahhh..e que bem me sabias agora..!
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[ ... peço desculpa a quem retirei a imagem sem pedir autorização ;) ... ]
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domingo, 17 de junho de 2007

Poeta Castrado Não..!

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Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
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Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.
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Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
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Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
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Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
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E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!
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Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
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- Ary dos Santos -
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(desculpa..não resisti.... )
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domingo, 3 de junho de 2007

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Obrigada por me acolheres nos teus cantos e recantos e no silêncio emitires palavras e sons que me esclareceram tanto... por me teres trazido algumas respostas em cada um dos teus sinais, cheiros e aromas que eram de coragem...

Agora deixo-te...com menos angústia do que a que trazia quando em ti desemboquei.. angustia que se ia perdendo aos poucos e poucos em cada viela que abrias para eu entrar e te descobrir.. descobrir que apesar da aparência triste, és linda... e tens tanto pra contar..
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Adeus Porto...! até um dia.
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sexta-feira, 1 de junho de 2007

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Nestas horas de crepúsculo, quando não é bem de dia nem de noite...quando o sol se despede devagar nesta praia quase deserta... sentada na frente deste mar imenso, intenso...passam imagens de toda a minha vida... Momentos que passam e ficam ao mesmo tempo... uns a correr, outros devagarinho, lá fora e dentro de mim. Instantes de invasão ao meu próprio passado. Dizem-me para não chorar... talvez não saibam que as lágrimas são o único alívio que temos para a alma. Mas, às vezes, quando encontro coragem e avanço... encontro pedaços que me fazem sorrir. Coisas que não sabia que tinha, que descubro escondidas de mim e do mundo...perdidas no meio do nada do tanto que sou...


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quarta-feira, 30 de maio de 2007

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.Porque a vida nunca se cansa de ser dura demais…
E porque hoje, e cada vez mais, sei o significado do “nunca contentar-se de contente”
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Porque há uma falta
Porque não me conheço
Porque não sei
(O que virá)
Mas sei de cor
O que veio
E já passou
o pior…. É que passou….
mas apenas no tempo
porque cá dentro
… cá dentro subsiste
A dura e pesada
Lembrança triste.
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terça-feira, 29 de maio de 2007

The tree & the bird

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.I dream inside your eyes
You fly all around me... in circles
And now you rest on my shoulder to fly again
And since you won't stay, maybe you'll take me away!
'Cause you know I can fly.... but not on my own
Yes you know... not on my own!
(Coldfinger)
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Não há nenhuma árvore que o vento
não tenha sacudido.
(Provérbio hindu)
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sexta-feira, 25 de maio de 2007

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What you did to me
made me see myself
Something different
Though I try to talk sense to myself
But I just won't listen
Won't you go away, turned yourself in
You're no good at confession
Before the image that you burned me in
Tries to teach you a lesson
What you did to me made me see myself
Something awful
A voice once Stentorian is now again
Meek and muffled
It took me such a long time to get back up
The first time you did it
I spent all I had to get it back, and now it seems
I've been out-bidded
My peace and quiet was stolen from me
When I was looking with calm affection
You were searching out my imperfections
What wasted unconditional love
On somebody
Who doesn't believe in the stuff
You came upon me like a hypnic jerk
When I was just about to settled
And when it counts you recoil with the cryptic word
You leave a love belittled
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Oh what a cold and common
old way to go
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I was feeding on the need for you to know me
Devastated at the rate you fell below me
What wasted unconditional love
On somebody
Who doesn't believe in the stuff
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Oh, well.
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(Fiona Apple)
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segunda-feira, 21 de maio de 2007

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There is a place,
Where I can go,
When I feel low,
When I feel blue.
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And it's my mind,
And there's no time when I'm alone.
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I think of you,
And things you do,
Go 'round my head,
The things you said,
Like "I love only you."
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In my mind there's no sorrow,
Don't you know that it's so.
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There'll be no sad tomorrow,
Don't you know that it's so.
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There is a place,
Where I can go,
When I feel low,
When I feel blue.
And it's my mind,
And there's no time when I'm alone.
There's a place ...
(..Beatles..)
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Porque o que escrevo não se limita ao amor [desamor:)]... deslimita-se num amor maior..que também pertence ao coração..o incondicional que vejo e revejo em vós...nos que perdem dias, horas e minutos preciosos de vida comigo...palavras de ternura e agradecimento não chegam...mas saibam que no silêncio que por vezes vos dedico..estão imagens, imagens de tudo o que me deram e de quando nos demos...sem olhar a quês nem porquês...porque nunca deixo de pensar em vocês..aqueles a quem a palavra AMIGO faz todo e mais algum sentido! <3-vos***
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sexta-feira, 18 de maio de 2007

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Não Sei.
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quinta-feira, 10 de maio de 2007

2nd time..

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Your eyes are cold.
I know you'll tell me all.
Not to fall
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... I lean against the wall
I lean back and let my eyes just go...
Floating now where they want to float.

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(I won't run away anymore... =] )
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segunda-feira, 30 de abril de 2007

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ESTOU MUDO
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PORQUE
TODAS
AS PALAVRAS
TE
ESCUTAM!..
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quinta-feira, 26 de abril de 2007

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-Black Cherry-
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How can it be?
I can taste you now
How can I see
When you're everything
All my world in one grain of sand
And I've blown it
All my world in one grain of sand
And you own it
Hearing you say it
I could die
Trembling star
Just reminds me
All my world in one grain of sand
And I've blown it
All my world in one grain of sand
And you own it
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Black cherry
Black cherry
Stone
Black cherry
Black cherry
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Excite me, ignite me
Oh and you know,
I miss you,
I kiss you
Oh and you know...
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Goldfrapp
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(s)he
(fe)male
(wo)man
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e esta, hein? :)
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quinta-feira, 19 de abril de 2007

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o Porto sombrio parece ainda mais triste....
..e eu acompanho-o nessa tristeza...
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mais um dia igual a tantos outros...
mas o meu olhar hoje é diferente
atenta a pormenores, apercebo-me de que, por vezes, a vidita não faz qualquer sentido,
quero com isto dizer que hoje não transporto comigo o sentimento de querer consumir a vida
porque a vida, no seu conceito mais pleno, não passa disto... disto que vi hoje, que vivi hoje...
Para onde caminharei eu afinal?
.....
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O dia correu mal pela merda que fiz, ou melhor..que não cheguei a fazer...
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Perdi um brinco madre-pérola que condizia tão bem com o branco da farda,
talvez por isso nenhum doente hoje me tenha dito: " - Tão linda que é a menina enfermeira, e tão simpática... deviam haver mais assim"... (e por aí fora)
Meto-me no autocarro e hoje não havia aquele ruído bucólico, nem a música pimba no rádio do andante... Talvez tenha preenchido esse silêncio com o pouco vazio dos meus pensamentos...
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Ao meu lado, enquanto avisto a D. Luís, vai um velhote, sentado, bem arranjado com o seu fato azul petróleo, gravata igualmente azul a jogar com um beje clarinho, o que significa que não perdeu o sentido de auto-estima e auto-conceito... no pulso esquerdo um relógio velho, meio ferrujento e marcado pela humidade do tempo, com ponteiros dourados, marcava o dia 10. O seu olhar vagueia também pela ponte, mas denoto algo diferente, aquele olhar espelha uma nostalgia que o invade...a expressão da sua incapacidade de revolta manifesta-se através de uma lágrima que acompanha aquele olhar... o mesmo silêncio continua instalado, nem um suspiro, nem um soluço.. ainda dei por mim a pensar se não seria o resto de um colírio qualquer, mas não, ele limpou com a mão uma outra que escorregava no olho oposto... Seria Saudade?! Não o sei...
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À minha frente, um bêbedo que emana um cheiro cirrótico consigo... (Bahh esta agora não correu bem, até porque cirrose não é sinónimo de alcoolismo, e muitas delas podem nao ser desenvolvidas devido a isso..mas não interessa nada, vocês, meio-leigos nestes assuntos, vocês, os poucos que lêm isto, não precisam de o saber... :] ) trazia o olhar de um vermelho carregado...ao mesmo tempo que cambaleava no banco ia cantarolando e assobiando, interrompendo o silêncio... com unhas grandes e conspurcadas, bastante conspurcadas até, coçava a perna direita ao mesmo tempo que, com a mão esquerda, se ia segurando a um corrimão que estava à janela... Seria Solidão?! Não o sei...
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Do meu lado ântero-esquerdo , uma senhora sentada, com o mesmo perfume e penteado desde há 20 anos e com uns brincos parecidos ao que eu perdi, segurava na mão uma caixa com bolos que comprou numa pastelaria qualquer a caminho da paragem...um bolo para os netos quiçá..um bolo para partilhar com o marido no seu lar-doce-lar, no seu lar-quente-lar, após ter dedicado uma hora e meia a cozinhar um prato qualquer que primeiro se cose, depois vai ao forno, e depois se coloca de uma maneira tão especial no prato que só ela o consegue fazer, no prato que foi colocado estratégicamente naquele ponto da mesa, como todos os dias aliás... tão harmonioso que até enjoa... Será suportar para esconder o sofrimento? Não o sei...
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Semáforo - Vermelho. (o décimo primeiro desde que arranquei)
Ao lado está parado um autocarro com garotos que, ao mesmo tempo que batem no vidro, me acenam porque deram conta que reparei neles... de repente, dei por mim a olhar para eles, e pela primeira vez na minha vida, tive vontade de ter um filho.... Será para nele rever o que perdi? Não o sei...
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De repente, uma voz do estilo: "-TMN, o número para o qual ligou não se encontra disponível. Por favor tente mais tarde." proclama: "- Próxima paragem: Antero de Quental" e noto que a minha paragem fica a duas paragens daquela.. Primo o botão «STOP», saio do autocarro, penso que tenho de ir despejar o lixo, penso que tenho um gelado no congelador à minha espera, penso que a vida é uma merda... penso que estou triste por precisar de estar longe pra poder estar mais perto, mas não sei onde esse longe fica nem perto do quê, nem quão perto, nada.... Será não-conformismo? Não o sei...
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quarta-feira, 18 de abril de 2007

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So better take the keys and drive forever
Staying won’t put these futures back together
All the perfect drugs and superheroes
Wouldn't be enough to bring me up to zero ...
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( Aimee Man )
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segunda-feira, 16 de abril de 2007

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e perontoosss...

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declaro oficialmente encerrado
mais um capítulo da minha vida :)
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See ya.*
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Sheets of empty canvas,
untouched sheets of clay.
were laid spread out before me
as her body once did
All five horizons
revolved around her soul
As the earth to the sun
Now the air I tasted and breathed
Has taken a turn
Ooh, and all I taught her was everything
Ooh, I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands
shade beneath the clouds
Of what was everything?
Oh, the pictures seared all been washed in black,
Tattooed everything...
I take a walk outside
I'm surrounded by some kids at play
I can feel their laughter,
So why do I sear?
and twisted thoughts
that spin round my head
I'm spinning, oh,
I'm spinning
How quick the sun can, drop away
And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything
All the pictures have all been washed in black,
Tattooed everything...
All the love gone bad
Turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all I'll be...
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I know someday you'll have a beautiful life,
I know you'll be the sun
In somebody else's sky, but why
Why, why can't it be, why can't it be mine...

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( Letra: Pearl Jam, "Black" )
( Imagem: Salvador Dali )
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Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr ? ...

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quinta-feira, 12 de abril de 2007

( DEEP CUT )



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( há, deveras,quem retire um prazer imenso só por remexer nas feridas dos outros . . )

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domingo, 8 de abril de 2007

#! esthdslmvkfk ?&%"!!

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devias saber como é para sentires como foi !!!
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terça-feira, 27 de março de 2007

AAAARRRRGGGHHHHH...!

AUSÊNCIA
Quero dizer-te uma coisa simples: a tua ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma; mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais – um peso nos olhos, no lugar da tua imagem, e um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tacto. São estas as formas do amor, podia dizer-te; e acrescentar que as coisas simples também podem ser complicadas, quando nos damos conta da diferença entre sonho e a realidade. Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a realidade aproxima-me de ti, agora que os dias correm mais depressa, e as palavras ficam presas numa refracção de instantes, quando a tua voz me chama de dentro de mim – e me faz responder-te uma coisa simples, como dizer que a tua ausência me dói.
(Pedro, Lembrando Inês, Nuno Júdice)
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Bahh..! Raios partam estas coisas do coração…
Cada vez mais a incerteza se apodera desta mente cada vez mais pequena comparada com a imensidão da dúvida…
Já nada conheço, já não sou aquela pessoa em quem vocês pensavam em primeiro lugar como a mais indicada para vos retirar essas nuvens acinzentadas do pensamento… já não transporto comigo respostas com raios resplandecentes de luz.. Sigo agora em busca de um azul…só isso…um azul que, com ou sem nuvens à mistura, se mantenha sempre azul… não mude de repente… já me apercebi que aquilo do não querer ficar por não querer sair, afinal não adianta… devia ter ficado sim, ou então não ter sequer entrado…tenho pena por não ter entrado em todas as portas…quiçá, do outro lado estaria uma janela onde o tal azul se consegue vislumbrar… mas deixei-me levar por um bonito azul misturado com gradações de Sol poente…tss, não presto para nada… Nem sei se demonstre revolta, se me deixe estar no meu canto, se desacredite totalmente nas palavras escritas nas paredes daquela casa, cheia de janelas onde o sol entrava tirando o protagonismo aos outros tons de céu, palavras agora dirigidas num outro sentido… Como tantas letras podem significar um tão grande vazio? Um vazio capaz de nada… Ok, vou mesmo desacreditar…impressionem-me se quiserem…não sei se o vosso esforço compensará.. mas “quem não quis saber/ tirou a mão e partiu/ deu o que não tinha para levar/ fechei o corpo e fugi”, quanto a vocês, vão ter de vir e arrancar-me desta escuridão, vão ter de ser vocês a dizer quanto darão por mim… sabem que nem é preciso muito esforço? Nem essas palavras tão trabalhadas previamente nesses neurónios de meia tigela?

_________BASTA SINCERIDADE PORRA!!!________
Parece fácil demais… e acreditem que seria, não fosse esse vosso espírito não sei do quê…e depois dizem que nós é que complicamos…nada de histórias doces de embalar amigos! Nada de actos impensados (que pensam que nós tomamos como heróicos) quando afinal houve muito pensamento e jogo nisso.. nada de estratégias… Não percebi, afinal o porquê do fazer acreditar?! Se não dá para incorporar a esperança em qualquer barco que contenha o resto de uns outros tantos sentimentos, há que ser dito! Em vez de perderem tempo a tentar sacar-nos uma certa dose de deslumbramento…Deslumbramento esse que tinge de sonho tudo o que a realidade quer mostrar mas os nossos olhos não conseguem ver… e poderia tudo ser tão mais fácil…tão mais azul…
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Desculpem-me amigos, mas hoje esqueci-me de como se sabe perder.. ou pelo menos de como se vê no perder um ganhar… desculpem-me amigos…mas terão de apanhar os meus restos do chão! Talvez um dia consiga voltar a confiar… e esperar um dia sem dor! Hoje não, não me peçam isso…
(Não, não magoaria tanto se o tivesses dito logo..)
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segunda-feira, 26 de março de 2007

.........NOITE PASSADA

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o douro e eu fui esperar-te ao tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas "sou gaivota e fui sereia"
ri-me de ti: "então porque não voas?"
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste
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a noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo, dormias lá no fundo
faltou-me o pé, senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos
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A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti, disse baixinho "olá"
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então tu olhaste
depois sorriste
disseste "ainda bem que voltaste"
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domingo, 11 de março de 2007

DEZ ANOS PARA SEMPRE...

“Cada vez estou mais convencida de que os primeiros 10anos de vida marcam para sempre o ser humano. (…)
Nos primeiros 10anos de vida vive-se tudo o que se quer guardar mais tarde e tudo o que se quer esquecer para sempre.
E depois leva-se o resto da vida entalado entre o que já não temos e o que nunca vamos querer. E cada dia só é melhor se sentirmos que demos um passo em frente, ou se estamos a regressar a casa. A sensação de não ir, não estar, não avançar, não regressar, angustia e rouba sentido à existência. Temos que avançar, escolher, partir, desistir, sonhar, temos que sentir que perdemos para depois podermos ganhar. E vamos sempre à procura do que já fomos, nas gavetas fechadas, nas fotografias já sem cor, nas vozes esquecidas.
Mas o tempo nunca volta atrás, o tempo é um vira-casacas que demora demasiado tempo a passar quando estamos tristes, e quase nada quando tudo corre como um sonho. O tempo está cá para nos marcar as rugas e encovar os olhos, para nos desbotar as fotografias e apagar as vozes, o tempo muda tudo, sobretudo o que nunca quisemos mudar, menos o que sempre sonhámos diferente e nunca conseguimos.
Aos 10anos, quando tudo é novo e diferente, quando se descobre o mundo pela primeira vez e as feridas nos joelhos se fazem todas as semanas, a vida ainda não começou mas já terminou. E são traçadas as fronteiras do caminho que vamos fazer – com mais ou menos medo, coragem, vontade, desejo e amor.E, quando a viagem se aproxima do fim, nunca escrevemos essa palavra na nossa vida, porque não a aceitamos.”

quinta-feira, 8 de março de 2007


Já não escrevo, já não danço, já não falo, já não socializo, já não busco, já não faço porra nenhuma, que a minha alma não tem vontade... não tem vontade de fingir, nem vontade de ocupar o tempo para esquecer o que de mais profundo cá vai, nem tão pouco de tomar conta de nós! nós vamos então estando! como os brasileiros, um verbo que nunca acaba, vamos estando, vamos fazendo, vamos indo, vamos até esquecendo que os amigos são a coisa mais importante do mundo...
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Pedra é o estado em que a nossa aura se transforma - pedra dura, pedra estanque! ninguém entra, ninguém sai! Que desperdício, tanta energia enclausurada nesta armadura! Quase viva, quase morta, quase nada!
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A flor deslumbrante retida no nosso pensamento, vai-nos fazendo andar por essas ruas que de amargura se apelidam todas, tomar mais copos, fungar mais fumicios, quase viver de experiências com o propósito de a esquecer!
Flor brava, porque só uma essência bravia nos faz sub-alugar a nossa vida a esse estranho que em nós habita!
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Respiro fundo, dou um murro no peito, na tentativa de atenuar uma outra dor que me consome e angustia...vinda não sei de que entranhas deste corpo...cada vez mais nú...cada vez com menos vontade....
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NÃO ME ROUBES TAMBÉM A ALMA...ja que me roubaste as palavras ... a esperança...tudo o que de bom despertaste... e que em vez de ter permanecido como uma doce e suave recordação....nunca chegou sequer a adormecer... e que agora se deparou com uma nova perspectiva dos acontecimentos... Sabes que mais????Não vales nada!!!! És oco por dentro e demonstras tanto por fora...como foi possível????
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Mas avanço, continuo! porque o sangue continua a pular nas veias, não pára, apesar de a alma estar retida numa paragem de um autocarro que não passa mais.
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ao ouvido...

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